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Forró Eletrônico ou Forró Estilizado? Conheça a Origem.

Sobretudo o forró eletrônico ou forró estilizado, é considerado um subgênero do forró originado no início da década de 1990, que procura mesclar elementos tradicionais do forró com outros gêneros musicais segundo a wikipédia.

Adotando fortes influências da pop, do rock, do sertanejo, do axé music e da lambada, mas não discernindo a base original do ritmo.

A zabumba, instrumento básico do forró tradicional, perdeu espaço nessa nova vertente, enquanto o sax adquiriu, em especial nos primeiros anos, papel de destaque.

Todavia, o forró eletrônico teve sua origem em meados da década de 1980, agregando elementos da lambada e do axé music. Não existe, contudo, uma definição acadêmica sobre em que consiste e quais as distinções entre o forró eletrônico e o tradicional.

Origem do Forró Eletrônico

Embora seja um termo que divide opiniões de estudiosos, músicos, pessoas da indústria da música, ninguém duvida que o berço deste gênero foi a cidade de Fortaleza.

Às Vezes ligada às bandas de bailes, onde vários estilos eram tocados por uma mesma banda, dos quais a lambada era o mais característico.

Contudo artistas como Jorge de Altinho já haviam realizado mudanças, incorporando os metais á instrumentação de um forró mais urbanizado. Instrumentos como bateria, guitarra elétrica e baixo elétrico já vinham sendo utilizados nas gravações de discos, desde o final da década de 1970.

Uma artista que representou uma ruptura significativa entre o estilo tradicional e o chamado “moderno”, foi Eliane. Conhecida como “a rainha do forró”, ela trouxe o romantismo da música pop, as letras pueris e a sensualidade feminina nunca antes vista e abordada no gênero tradicional.

Críticas

O forró eletrônico tem sido alvo de críticas severas. Geralmente enquadrado na chamada cultura de massa, não apenas pelos ouvintes mais conservadores, mas também por artistas de forró tradicional.

A modernização das letras, o constante apelo à sexualidade e a intensa apologia a bebidas alcoólicas, ao frequente uso de novas tecnologias e o uso de versões são algumas das características que pesam contra.

De certa forma, o forró eletrônico está para o forró como o sertanejo universitário está para a música caipira, e ambos compartilham o desdém de serem considerados estilos bregas por muitos dos admiradores dos estilos tradicionais de que se derivavam.

Regis Tadeu em sua crítica para o Yahoo! disse que

“ [nada] é aproveitável. Do tal ‘funk’ ao ‘pagode xexelento (…) do sertanejo “universitário (…)” ao tal ‘forró eletrônico’, o que se vê e ouve é [um] tsunami de lixo musical inédito na história da música brasileira. ”

Em 2011 o músico Chico César, secretário de cultura do município de João Pessoa causou polêmica ao dizer que o município não iria contratar bandas de forró eletrônico para a sua tradicional festa junina referindo-se a elas como “bandas de plástico”.

O termo foi considerado preconceituoso e a postura vista como segregacionista e excludente por músicos e fãs.

O forró eletrônico é um dos ritmos mais dançados e procurados na Zona Leste de São Paulo.
Confira um trechinho da nossa aula de 2019.

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